Hoje não me sinto bem...
Não é em relação a minha saúde, nem nada fisiológico. Hoje, apenas não me sinto bem...
Vejo o dia que se iniciou, as pessoas andam de um lado para o outro, elas não se conhecem, têm pressa de chegar. Todos tempos pressa de chegar a algum lugar. E nessa pressa, esbarramos com a multidão de almas que se aglomeram em torno de um objetivo único: conseguir chegar a tempo.
Hoje não me sinto tão bem assim...
Hoje não me sinto tão bem assim...
Hoje eu vejo as pessoas, mas não as vejo de verdade... São meras participações diárias, enquanto eu passo por elas com o meu próprio destino. Estou sozinho. É só isso que consigo definir.
Para não ficar totalmente só comigo, busco a lembrança das pessoas que fazem sentido nesse amontoado de gente. Vejo a face dos meus amigos um a um... Penso em quantos assuntos ficaram sem entendimento, nas mágoas plantadas no vasto terreno da amizade e nos perdões lançados como água escassa sobre as desavenças cultivadas. Dizemos que a amizade perdoa tudo, acredito nisso, mas as mágoas são colocadas num pedestal muito alto para nunca serem alcançadas, e de longe podemos vê-las... Elas ficam lá durante toda a nossa vida e são lembradas, relembradas, reviradas...
Penso, sobretudo hoje que não estou assim tão bem, nas boas intenções e na fé tola, por acreditar que fazemos um bem para alguém. Não existe isso! As pessoas não estão preparadas para receberem o bem. Talvez a vida tenha feito isso a todos... Somos carentes, mas somos arredios e entendemos a bondade do próximo como humilhação.
Isso me entristece muito, e hoje sinto esse sentimento tão latente!
Mas que porra é essa?
Será impossível que todos as nossas ações ficam à margem da interpretação e do julgamento alheio?
Por que as pessoas sempre estão contaminadas pelo abastardo sentimento do desentendimento? Por que simplesmente não aceitam o bem sem duvidar?
Vejo que cada vez mais as coisas perdem o sentido original... E nos amontoamos nessa correria diária, contorcendo o nosso ser com o desamor...
Somos preconceituosos em relação ao bem. E preferimos acreditar em quem semeia a discórdia...
Hoje não estou bem...
Triste o bastante para um início de dia, de semana, de ano...
Vivemos um amor morno, sem caridade no sentido real da palavra, comparamos e entendemos caridade como entregar uma esmola para alguém, uma roupa, um agasalho para comprar a nossa consciência e pensar, sim eu sou bom! Não somos não! O nosso amor é figurante nesse mundo corrido e fazemos tudo muito superficialmente, e a própria palavra caridade hoje é entendida como humilhe o próximo. Até o próximo entende errado o ato de ser amado por outra pessoa. Ninguém mais sabe o que é caridade...
Caridade é o próprio amor que faz a gente admirar o mundo, faz o peito explodir com esse sentimento. Faz a gente amar as coisas toda da vida: os amigos, os inimigos, os mendigos e os tortos, os heróis e os vilões. Trazer o mundo inteiro consigo, e o Amar isto é caridade, amar sem ser contestado pelo bem que se faz.
Caridade é o próprio amor que faz a gente admirar o mundo, faz o peito explodir com esse sentimento. Faz a gente amar as coisas toda da vida: os amigos, os inimigos, os mendigos e os tortos, os heróis e os vilões. Trazer o mundo inteiro consigo, e o Amar isto é caridade, amar sem ser contestado pelo bem que se faz.
Guilherme Sant'Anna
I Corintios 13
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
São Paulo



